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Postado Por : Vida de mulheres quarta-feira, 12 de janeiro de 2011



O CAMINHO DO PRAZER

Excluída uma causa física, vale checar o fator emocional. São desmancha-prazeres de marca maior a própria ansiedade de ter um orgasmo, a culpa provocada por uma educação sexual rígida, alguma crença religiosa ou cultural que interfere no prazer, além do medo de engravidar ou de pegar uma doença sexualmente transmissível. O tratamento varia, óbvio, dependendo do tipo de anorgasmia. Para quem nunca experimentou essa explosão de sensações (cerca de 5 a 10% das mulheres), os terapeutas tentam ajudá-la a relaxar e se sentir segura, aumentando a sua capacidade de reagir positivamente aos estímulos sexuais. É o caso da mulher que está ansiosa achando que não vai conseguir ou assustada com a possibilidade de se descontrolar ou ainda fisicamente incomodada sem saber o que esperar. “Já as que sofrem da secundária só precisam aprender novos truques para chegar lá — afinal, já conhecem o caminho e sabem que são capazes de trilhá-lo”, explica Elna McIntosh, terapeuta sexual e uma das maiores autoridades no assunto. No caso da anorgasmia em situações específicas, a mulher precisa de ajuda para identificar as circunstâncias favoráveis e, em seguida, melhorar sua comunicação.
Aconteceu com uma das seguidoras, de 22 anos, que teve a 

primeira experiência sexual quando tinha 17 anos. “Demorei 

para me decidir, mas fiz porque queria, e não por pressão 

do 

namorado. Apesar disso, na hora H, entrei em pânico. Tanto 

que contrai demais os músculos da vagina e a penetração 

foi 

superdolorosa. Minha vontade era pular da cama e correr 

para casa”, diz. A experiência ruim se repetiu com outros 

parceiros. Apesar de sentir vontade de transar, ficava tão 

tensa que tornava o ato quase impossível. Não é surpresa 

que não soubesse o que era um grand finale. Nem mesmo 

com a masturbação. Durante anos, fez vários tratamentos e 

visitou uma lista de médicos. “Um deles chegou a dizer que 

eu precisava operar para aumentar a abertura da vagina e 

cortar alguns músculos. Só não encarei a mesa de cirurgia 

porque morri de medo”, lembra. Um namorado apaixonado e 

sensível sugeriu recorrerem à terapia juntos. O primeiro 

alívio 

foi descobrir que seu problema era comum — estima-se que 

70% das mulheres ficam ou já ficaram a ver navios. Depois 

de alguns meses de sessões, com direito a exercícios e 

orientações de como tocar o outro, o casal finalmente 

espantou o grande vilão da cama. “Não aconteceu de uma 

hora para outra. Vivemos um processo lento, mas 

surpreendente. O primeiro orgasmo foi totalmente 

inesperado. Caí no choro de felicidade.”






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